Friday, 28 May 2010

Desculpe aí!

Vou logo avisando. Meu post hoje não vai ser leve. 

Acabei de rever um filme chamado The Deep End of the Ocean,  com a Michelle Pfeiffer.  A história é triste. O filho de 3 anos desaparece durante um evento em que a mãe estava participando. O filme mostra toda a dor da família - pai, mãe, irmão - ao lidar com o desaparecimento da criança.  

Uma cena, especificamente, me marcou. É quando a mãe se dá conta de que seu filho realmente desapareceu. Ao entregar uma foto da criança à policial, ela cai em si, e a dor que sente é tão forte e real que acho praticamente impossível uma mãe não chorar ao assistir a cena.

Fico imaginando a dor de perder um filho. Não gosto nem de pensar!  Mas vendo o filme, fiquei me perguntando...  Acho que ter um filho desaparecido, assim sem você saber o que aconteceu com ele, deve ser mais difícil do que ter um filho falecido.

Um filho morrer antes dos pais deve ser uma dor enorme, incomparável, incomensurável.

Mas um filho sumir, assim do nada, deve ser como sentir a dor da morte diariamente. Pois, diferente do falecido, um filho que some deixa a esperança de um dia ser encontrado. E cada dia que passa e isso não acontece é como se ele morresse - novamente- mais num pouquinho... mas nunca totalmente...

Acredito que só quem já é mãe (ou pai)  pode chegar perto da dimensão da dor de perder um filho. E mesmo assim, acho que só esbarramos na ponta do iceberg. A dor é tão grande que nossa imaginaçao não alcança...

PS1: Eu avisei que o post hoje não seria legal. Desculpe aí. Mas eu precisava colocar pra fora o que estava sentindo.

PS: No filme a criança reaparece 9 anos depois. Vale à pena conferir, mas tenha um lenço ao seu alcance.

1 comment:

analoo said...

Tô fora... Até programa da National Geographic sobre animais na África mostrando relacinamento de mãe e filhote me deixa chorosa. Vejo essas cenas, reais ou fictícias, e me emocionam profundamente. Foi só o Max nascer pra eu começar a enxergá-las diferente. Entendo perfeitamente a dor dessa mãe hoje em dia.

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